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Morar sozinho é o desejo de muitas pessoas. Tal vontade pode ser aguçada por diversos fatores, os quais variam conforme a idade. Para um jovem de 18 anos, por exemplo, morar sozinho significa a conquista da própria independência, além de ser uma forma de evitar a pressão que normalmente existe em uma residência bastante movimentada. Já para uma pessoa de 35 anos, pode ser uma forma de obter tranquilidade para exercer sua profissão e seus projetos, além de liberar sua personalidade.

Entretanto, após tomar esta difícil decisão, muitos se deparam com uma série de dificuldades, dentre elas a financeira. Para driblar esta barreira, a solução mais buscada é a divisão da casa ou apartamento com outras pessoas.

Para quem está pensando em dividir casa com alguém (prática definida pela Legislação Brasileira como Sublocação, regida sob a Lei do Inquilinato) a leitura deste artigo é indispensável. Confira dicas e fatores importantes de convivência, os quais tornarão esta experiência confortável e proveitosa.

Como escolher os companheiros de casa.

Realmente, é difícil conhecer alguém 100%. Ainda assim, é essencial obter o máximo conhecimento, pelo menos acerca de defeitos, qualidades e manias.

Vale salientar ainda que manter um forte laço de amizade é diferente de conviver diariamente sob o mesmo teto. Especialistas afirmam que é mais favorável dividir o lar com desconhecidos do que com amigos próximos, já que nas relações mais íntimas os limites podem não existir.

Muitos são os lugares nos quais é possível encontrar companheiros de casa: na Universidade, na faculdade, no ambiente de trabalho ou até mesmo em anúncios em sites específicos da internet.

Planejamento e controle financeiros

Antes de dividir apartamento ou casa, é importante colocar todas as despesas na ponta do lápis, para que todos saibam exatamente quais os deveres e obrigações financeiros.

Todos os gastos mensais devem ser relacionados no planejamento financeiro: contas de consumo (água, luz, internet, cabo, manutenção, melhoras na infraestrutura), faxineiras/diaristas, aluguel, condomínio e até mesmo o supermercado.

Depois de relacionados todos os itens, uma divisão democrática é essencial, ou seja, em partes iguais. É evidente que pode ocorrer de um morador ter uma renda maior, e outro morador que não consiga arcar com os gastos, como todos. Nesta situação, uma boa opção seria a distribuição de tarefas a mais a esta pessoa (um dia extra de faxina, por exemplo), como forma de compensação.

Como manter a boa convivência

Quando se divide uma casa ou apartamento, as regras de convivência tornam-se essenciais e obrigatórias. Somente dessa forma será possível evitar confusões, climas desconfortáveis ou brigas. Atente abaixo às regras mais importantes para manter a tranquilidade e boa convivência no lar:

– Limpeza e organização das áreas comuns: a forma mais acertada de dividir as tarefas domésticas é sentando e conversando. Afinal, as aptidões são diferentes. Um gosta de varrer a casa, outro de lavar a louça, o outro de tirar o pó… Definir sobre o gosto pessoal de cada um em tais tarefas é um passo a caminho da felicidade e organização do lar, sem brigas;

– Festas e outras comemorações: se for realizar uma festa em casa, avise antecipadamente. É importante ainda pedir a opinião de todos os moradores e questionar se todos realmente estão de acordo com a realização do evento;

– Visitas: as visitas (íntimas ou não) devem sempre ser permitidas, afinal, todos são donos da casa. Entretanto, é preciso colocar na ponta do lápis as despesas extras que o visitante irá custar – água do chuveiro, café, pão, leite… Enfim, todos os excedentes devem ser custeados por quem o convidou.

Dividir a casa ou o apartamento pode ser uma prática divertida, econômica e altamente sociável. Basta que todos os moradores mantenham o bom senso, tanto financeiro quanto social.


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